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quinta-feira, 24 de março de 2011

Happy St. Patrick's Day!



St. Patrick é o Padroeiro da Irlanda e dia 17 de Março comemora-se o feriado St. Patrick's Day.

St. Patrick foi um missionário encarregado de converter os Irlandeses ao Cristianismo no século 4º depois de Cristo. É considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda.

Neste dia há desfiles pelas ruas das grandes cidades irlandesas, inclussive em Dublin (capital da Irlanda). Na capital ocorre um desfile (semelhante ao carnaval, no Brasil). As pessoas vestem-se de verde e pintam trevos na cara, porque o trevo é o símbolo da Irlanda; St Patrick usava-o como uma metáfora para explicar o conceito da Trindade.

A cor verde é associada ao dia de St. Patrick, porque é a cor da bandeira da Irlanda e do trevo.

As crianças em idade escolar seguem ainda hoje uma pequena tradição, beliscam os colegas que não usam verde neste dia.

Na festas de St. Pat's Day tudo é verde, incluindo a comida. As pessoas colocam corante verde em todos os alimentos e bebidas possíveis, como leite, cerveja... E no cardápio há também as coisas que já são realmente verdes, como repolho.

Além da Irlanda, outros países tem St. Patrick's Day como feriado, como os EUA, A Rússia e a Inglaterra, e em todos esses lugares é seguido essas mesmas tradições.

Enfim, quero desejar a todos vocês, Irlandeses ou não,
'HAPPY ST. PATRICK's DAY!'

quarta-feira, 16 de março de 2011

A história do movimento Punk no mundo e no Brasil



Numa época em que as músicas que tocavam nas rádios duravam de dez a quinze minutos, com grandes solos de guitarra e bateria, surge uma música rápida, curta e simples, tocada por rapazes cansados de ouvir hinos hippies e que decidem fazer suas próprias músicas, mesmo não sabendo tocar sequer um acorde. Assim nasce o punk rock em Nova Iorque entre 1974 e 1975, tendo como principal representante os Ramones. Eles já herdavam influências significativas como o MC5 e Stooges, e começam a tocar sem nenhuma pretensão além da diversão, tentando resgatar um pouco do rock dos anos 50 e 60.
Quase ao mesmo tempo em que nascia o punk, acabava os New York Dolls , a principal banda representante do glam rock – eles se vestiam como mulheres, além de usar purpurina e maquiagem, que era empresariada por uma figura que pouco depois se tornaria peça-chave para o punk, um inglês chamado Malcon McLaren. Percebendo o quanto os New York Dolls estavam ultrapassados, Malcon acaba com a banda e influenciado pela cena em Nova Iorque volta para Londres com uma idéia na cabeça. Assim nasce os Sex Pistols, uma criação de Malcon McLaren e sua esposa Vivienne Westwood. Eles juntam alguns freqüentadores de sua loja e incorporam a eles o visual da cena em Nova Iorque – com alguns toques pessoais da estilista Vivienne – e também o estilo da música já vivenciada por Malcon, com tons mais políticos.
Em 1 de dezembro de 1976, o grupo é convidado a participar de um programa de TV nacionalmente assistido, veiculado às 17h – hora do chá londrino. Pela primeira vez, é pronunciada a palavra “fuck off” em rede nacional – claro que pelo integrante mais polêmico do grupo: Johnny Rotten – e então a banda se torna alvo de toda a imprensa britânica, transformando-se num verdadeiro fenômeno.
Em 12 de novembro de 1977 o grupo lança seu primeiro e único álbum: Never Mind the Bollocks, Here’s The Sex Pistols.
Antes dos Sex Pistols, os Ramones já haviam gravado seu primeiro LP, Ramones, lançado no início de 1976. Assim, o punk acontece no mundo, com os Ramones, Sex Pistols, The Clash, e muitas outras bandas.
Inevitavelmente, o que acontecia no mundo chega ao Brasil – claro que algum tempo depois, e com algumas características um pouco diferentes. Alguns dizem que em 1976 alguns grupos de Brasília já ouviam os Ramones, mas a cena teve força mesmo em São Paulo, à partir de 1977. Em plena ditadura militar, os jovens agregam aquele novo som protestante às suas realidades. Através das poucas revistas que eram publicadas no Brasil com fotos dos Ramones e Sex Pistols, começam a imitar seu visual: jeans, camiseta branca, alfinetes nas roupas e no rosto, como forma de agressão à sociedade e ao sistema. Entre 1977 e 1980, os punks eram basicamente gangues de rua, que possuíam em comum a forma de vestir, o gosto pela música e o ódio um pelo outro. No início dos anos 80, as gangues de São Paulo começam a unir-se, mas ainda existia a rivalidade com os punks do ABC. Em 1982, Clemente, vocalista da banda Inocentes, Redson, vocalista da banda Cólera e mais alguns punks de São Paulo decidem organizar um festival para unir os punks de São Paulo e do ABC. Um pouco desconfiados, os punks do ABC topam vir para São Paulo participar do festival, e assim, é organizado o “Começo do Fim do Mundo”, festival histórico realizado no Sesc Pompéia. O festival acaba em pancadaria e polícia versus punks, e fica registrado como um dos maiores festivais punk do Brasil. Em 2001 e 2002, a então prefeita de São Paulo Marta Suplicy organiza na Lapa outros dois festivais em comemoração aos 20 anos do “Começo…”: “A Um Passo Para o Fim do Mundo” e “O Fim do Mundo”, com muitas bandas que participaram em 1982.
Apesar de o Movimento Punk se assemelhar em todos os países, cada qual ganhou aspectos particulares com o tempo. Quando chegou ao Brasil, o movimento era apolítico, mas foi em meados dos anos 80 que assumiu feições de movimento inclinado à esquerda e alguns punks passaram a colaborar com os anarquistas com rumo totalmente direcionado à militância política, com discussões e ações mais ativas, opondo-se à mídia tradicional, ao Estado, às instituições religiosas e grandes corporações capitalistas. Em 1988 alguns punks unem-se oficialmente com grupos anarquistas, criando assim os Anarcopunks.
Em geral, o movimento defende valores como o anti-machismo, anti-homofobia, anti-fascismo, liberdade individual, autodidatismo, etc.
Podemos dizer que os punks buscam uma revolução, uma quebra da hegemonia de idéias burguesas. Eles divulgam suas idéias através das músicas, de mídias alternativas – como os fanzines, e principalmente através do seu discurso. Em geral, evitam a mídia de massa, como as televisões pra difundir suas idéias, por acreditarem que essas mídias sejam grandes manipuladores de mentiras à sociedade, distorcendo os fatos em benefício próprio.
“O punk é um movimento sócio-cultural, ele é a revolta dos jovens da classe menos privilegiada, transportada por meio da música” disse Clemente, vocalista da banda Inocentes em carta resposta sem data à matéria intitulada “A Geração Abandonada” publicada pelo jornal O Estado de São Paulo também sem data definida, no ano de 1982.
Desde a chegada da cultura punk no Brasil até hoje, a maioria dos punks são pessoas bem jovens, vindas da periferia da cidade. A música com seu discurso anti-governo, a chamada ao confronto, o protesto contra a miséria, fala diretamente com esses jovens, fazendo que eles se identifiquem e passem a participar ativamente do movimento.
Ivone Cecília D’avila, Doutora em História Social – PUC Campinas escreveu na Revista “Varia História, Vol. 24, no. 40, – Punk: Cultura e Arte”:
“O enfrentamento costumeiro nas periferias das cidades foi adaptado para satisfazer às necessidades de comunicação da luta contra o capitalismo e a sociedade de consumo. A violência nesse sentido, responde a diferentes necessidades: repelir a violência policial, repelir de uma maneira geral as relações hierárquicas e toda a forma de repressão que contribuem para gerar, afirmar a postura de rebeldia e a cultura do mundo do qual ela deriva”
Mas não é só violência a favor de seus ideais que existe no movimento. Apesar de alguns punks não pertencerem a nenhum grupo, as gangues ainda assombram o movimento. As brigas entre gangues, ou entre punks e skinheads (neo-nazistas) ainda existem. Os casos mais graves, que muitas vezes acabam em morte chegam à imprensa, o que taxa equivocadamente todo o movimento como muito violento.
E é entre muita música, debates, violência, política, visual, a anarquia, história, lutas etc é que os punks sobrevivem até hoje no Brasil.


Fonte: http://agenciabaquara.wordpress.com/a-historia-do-movimento-punk-no-mundo-e-no-brasil/

terça-feira, 27 de julho de 2010

Penélope, um exemplo de fidelidade


Andei lendo sobre mitologia grega e me interessei por uma história, a de Penélope e é sobre ela que escreverei hoje, para compartilhar uma história que não pode ser guardada, e sim compartilhada.
Na mitologia grega Penélope, a mais fiel de todas as mulheres é esposa de Ulisses,o mais astuto dos homens. Ulisses era rei de Ítala, e herdou o trono de Laerte, que em alguns contos é considerado seu pai e em outros diz-se que Sísifo é pai de Ulisses. Mas enfim, antes de casar-se com Penélope Ulisses pretendia se casar com Helena, por causa de sua beleza mas por causa do número de pretendentes da moça resolveu casar-se com Penélope, prima de Helena e filha da ninfa Peribéia e Icário.
Muitos reis disputavam a mão de Helena então para que não houvessem problemas Ulisses propôs um pacto de solidadiedade aos pretendentes. Fosse qual fosse a escolha de Helena seria respeitada e se houvesse problemas no casamento os pretendentes correriam em socorro. Helena escolheu o rei Menelau mas o casamento não durou muito pois Helena foi raptada por Páris. Por causa disso os ex-pretendentes entraram em uma guerra que ficaria conhecida como a guerra de Tróia. Ulisses foi com os pretendentes e na despedida Penélope jurou fidelidade ao marido e foi isso que aconteceu. Passou-se muito tempo e como pensavam que Ulisses teria morrido vieram muitos pretendentes almejando tomar o lugar de Ulisses e casar-se com Penélope. Penélope então disse aos pretendentes que escolheria um deles mas antes terminaria a mortalha para seu sogro Laerte. Todos os dias tecia e bordara e a noite demanchava o que tinha feito o dia todo. Foram muitos dias assim até que suas servas contaram a verdade a todos. Penélope então propõs que quem conseguisse usar o arco de Ulisses e passar a flecha por doze buracos de machados sem cabo seria o escolhido. Só um homem conseguiu a proeza e este era Ulisses disfarçado que põs todos os preten que tinha voltado da guerra depois de dez anos de ausência. Põs todos os pretendentes para fora do castelo e voltou a reinar ao lado de sua fiel esposa Penélope.