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quarta-feira, 30 de março de 2011

Vento nobre vento



Vento que trás e leva tantas partículas
Tantas histórias palavras, sorrisos, lágrimas, amigos...
Vento que sopra sem dor, alegria sem amor
Vento que guarda tantos segredos, tantos corações.
Vento querido que assopra assopra e assopra
Sem direção sem razão quem sabe a espera de um coração
Ou palavras em vão, vento que venta inventa e agüenta tanto amor.

(Alice Ferreira)

Fonte: http://smells-liketeensspirit.blogspot.com/

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando os trabalhadores perderem a paciência


Hoje resolvi postar um poema que ouvi em uma reunião do grêmio estudantil do meu colégio e que achei muito interessante.

Quando os trabalhadores perderem a paciência

As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência

A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juizes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências

Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
"declaro vaga a presidência"!

Mauro Iasi

E para concluir queria destacar uma frase que diz respeito ao mesmo assunto do poema:
“O operário fez tudo; e o operário pode destruir tudo, porque pode fazer tudo de novo."